Mais um fim de domingo…

1h09 de segunda-feira, para ser mais exata e mais honesta.

Eu? Deveria estar dormindo, mas já é mais que rotineira minha mania de ‘querer ser’ super-homem, ou vampiro, e não ter sono nunca. Sou eu
contra eu mesma, já diria todo mundo…

Sinto, de leve, um contentamento ‘estranho’ por estar escrevendo agora. Tive um fim de semana muito, muito, muito bom. Com direito aos amigos, à família, à trilha sonora sensacional e, em grande parte, ao vivo! (Adoro o ser humano que possui essa sensibilidade mágica, ou melhor, esse “poder” de transformar objetos em formatos estranhos em melodia… SIM! Isso se chama MÁGICA! Claro, digo isso com muito orgulho de mim mesma, pois também tenho esse “super poder”… Quem disse que não tenho um “q” de super-homem? rs)

Besteiras à parte, como estava dizendo, o fim de semana foi bom, foi decisivo, foi consciente, foi essencial e se fosse possível parar o tempo, em alguns momentos, ele chegou a ser “perfeito”. Em doses pequenas, a perfeição existe, mas poucos olhos a enxergam, como tudo nessa vida.

Em uma semana muita coisa aconteceu, muitas lágrimas caíram (e não foram apenas as minhas, nem foram só por mim, né?), muitas vontades e muitas idéias passaram pela minha cabeça, um mundo, em pouquíssimos sete dias, que passaram voando, mas me deram tempo o suficiente para me perder e me achar incontáveis vezes.

Pensando nos próximos dias, tenho um show pra fazer, e isso sempre me deixa com um ânimo extra. Em função desse meu amor imensurável pelas notas musicais tudo acaba sendo deixado em segundo plano.

… E foi nesse segundo plano que acabei me colocando por um tempo maior do que eu deveria. Acho que isso acabou na última sexta-feira. Dei tempo o suficiente para a minha dor e para as minhas mágoas. Deixei as dívidas comigo mesma acertadas, dei prazo para os acertos com as minhas incertezas. Liberei os meus surtos e fantasmas para fazerem de mim o que bem entendessem. E logo, me vi bem. Existem coisas que só eu entendo.

Conversei comigo, e com os amigos, contei tudo, me abri inclusive para quem nem me conhecia – indiretamente, é claro. Minha melhor amiga que o diga, porque ela sentiu tudo aquilo que nem eu parei para pensar que sentirei ainda. E como ela disse… Vou ter que ser muito forte.

No momento, sinto que “a força está comigo”… Sinto que estou pronta para o passo que pretendo dar… Mas como nem tudo acontece como o planejado, é claro que ainda tenho muitas dúvidas. É claro que talvez eu perca a força… É claro que tudo pode acontecer. Ainda sim, só eu sei como fazer o que eu preciso fazer. Sim, morro de medo de me arrepender. Mas na semana passada me disseram uma coisa que concordo, mesmo que a pessoa que disse, tivesse dito da boca pra fora (foi uma das que me fez entrar em colapso interno… rs).

“É mais importante não fazer por medo da reação, ou fazer, e caso aconteça, se arrepender por ter feito, depois da reação?”… Bom, minha resposta é óbvia, eu prefiro sempre fazer. As reações são ‘conseqüência’, e a maneira como eu vou aceitar e me adequar a elas vai da minha habilidade de saber me virar com o resto do mundo. Sim, eu sou a favor do “doa a quem doer” mesmo que doa só em mim, já que quando faço isso, tenho certeza de que estou fazendo por mim, e tudo sempre vai sobrecarregado de sentimento, meus sentimentos.

A vida é bastante complicada quando temos só 22 anos. Às vezes, para todas as outras pessoas do mundo, isso é muito menor do que realmente é. Enganam-se os que pensam assim. Gosto da intensidade que sinto das coisas. Mais uma vez a Mi me fez ter certeza que não é pequeno e sem importância o que eu vivo, nem o que eu conto. Nem o que escrevo e nem o que eu canto… É grande, intenso e proporcional a visão que eu tenho. Ainda não sei se isso é bom ou ruim, mas só de não me sentir uma tola que faz tempestades por coisas sem motivos, já me sinto melhor…

Não, não estou aqui pra reclamar, é só mais um relato da madrugada gelada. Agradeci pelos que estiveram comigo, pelos que fizeram todos os minutos de sexta, sábado e domingo especiais e inesquecíveis. E se não agradeci, bem, MUITO OBRIGADA! Foi importante me sentir viva, e ter motivo para os sorrisos involuntários… Sempre é!

Enfim, eu sabia que nada seria tão fácil, eu sabia que ia doer. Mas o mais importante… A “moral da história”: eu tinha certeza de que tudo seria absorvido, entendido, e ia “passar”. Passar não quer dizer que doa menos, ou que esqueci, ou que perdoei (se é que existe alguma coisa para ser perdoada). Não que dizer que as coisas vão voltar ao seu devido lugar, nem os sentimentos ou confiança renasça magicamente. Quer dizer que, apesar de saber que algumas coisas aconteceram e me fizeram mal, eu ainda tenho em quem me apoiar, no que me apoiar e que eu sou forte. Sim, eu sou…

=)

Bom fim de domingo, 2h11 de segunda-feira… É… A insônia tá aí pra isso.

E se me permitirem, eu deixo aqui um trechinho de uma das músicas que embalaram e trilharam o fim de semana:

“… […] Poder ser mais imperfeito… Poder ser só mais alguém.

E a realidade entorta.

E tudo o que foi a de voltar.

Mas isso já não importa.

Porque hoje é perfeito pra esquecer…

Queria voar pra sempre… Queria voar.”

(Dia Perfeito – Outono em Marte)

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… sensações e sentimentos…

E eu que não tenho mais tempo pra mim…

Que já não entendo sobre as coisas que pensava conhecer bem…
Que deixei de acreditar no que costumavam dizer.

Que tive que viver sem mais aprender com os erros alheios.

Que me silenciei,
Não escutei…

Eu que cai de joelhos no asfalto,
E que chorei.

Que me fechei.

Eu que me expus sem perceber…
E vulnenável, deixei-me ser…

Eu que andei por tanto tempo sem as mácaras
Porque essas não eram pra mim

Que aprendi.

Que sempre quis um pouco mais
Daquilo que nunca foi meu por direito.

Eu que não sinto muito, muito mais, sinto menos.

Não posso pordoar, não devo agradecer.
E não pretendo esquecer.

Já me escolhi, entre o querer, o conseguir e o ser…

Já escolhi pelo ser, pelo existir.

Cansei da falsa realidade que os meus olhos gostariam de ver.
E agora entendo que a vida é assim.

Uma metamorfose de sensações e sentimentos…

Coisas intensas de momento.

Momento… Minutos, de anos,
Cada um ao seu tempo..

Agora.

O meu hoje, espera pelo próximo.

Aguardemos


… “um dia a gente aprende”…

Aprende a viver.

Nada poético, segue meu desabafo:

Oi vida!

Essa última semana passou voando… e não foi a melhor… aliás… com todo o esforço q tenho feito para fazer dos meus dias sempre muito bons… essa última semana… ou 4 dias, foram os piores (2011 não está sendo um bom ano pra mim).

Claro! Com um pouco de demora, as coisas acabam se resolvendo.

Assim espero, de alguma forma… Talvez não tão dramática, como está sendo. Ou não tão extremistas quanto tenho deixado ser (extremista para mim. Sempre 8 ou 80, certo? Um caminhão impactante, cheio de rancor!… Rs… eu ainda me espanto com a visão que algumas pessoas têm sobre a minha pessoa, sem nem ao menos me conhecer).

A verdade, VIDA, é que entre um milhão de coisas que acontecem sempre, e que já aconteceram… Dentre todas as pessoas que passaram, saíram, ficaram na minha vida, algumas superaram, testaram e conseguiram!…

Umas destruiram uma boa parte da confiança construída através de anos e anos, em dois minutos… ou dua horas. Na verdade, acredito q em minutos.

Outras, foram suficientemente medíocres a ponto de me fazer sentir o sentimento mais repulgnante que alguém pode sentir… DESPREZO (“UMAS” estão caindo na mesma estrada, uma pena… uma pena mesmo… nada dói mais em mim).

É… o ódio não faz o meu estilo. Sinto desprezo pelas atitudes, pelas frases que não soam verdadeiras e pelas pessoas depois de algum tempo. Pra conseguirem isso de mim, é preciso um GRANDE esforço… mas algumas conseguem!

Azar o meu, pq no final, esse tipo de coisa, só aguça o ego das pessoas que precisam disso pra se sentirem bem.

Não, cara! Não sou um desafio, desculpa… Isso (eu, ser humano, carne-osso-coração) é simplório… e esse desprezo (que acabo sentindo) sem muito esforço… ‘meio que’, só faz mal pra mim.

Enfim… eu sei: OUTRAS pessoas não merecem minhas dores de cabeça, nem meu pescoço travado.

De qqr forma… Como ignorar as “UMAS”?

É muito ruim quando esperamos o mínimo das pessoas e não temos nenhum retorno. Quando digo ‘o mínimo’, refiro-me a coisas simples como “respeito, amizade, consideração”… já que, em troca, oferecemos, involuntariamente, as mesmas coisas.

Pessoalmente, dou muito mais valor pra isso. Muito, muito, muitoooooo (sintam o exagero) mais valor…

É muito ruim quando temos TODA a certeza de que temos “retorno”, e não temos.

“Sem chão” é a expressão que mais se encaixa. Vazio, uma série irreal de conversas, de histórias, de retratos que ficam no subconsciente passando e repassando na cabeça pra tentar entender o que aconteceu, ou porquê aconteceu… enfim.

As pessoas não deveriam ser ‘assim’ com as outras.

Eu paro pra pensar, infinitamente, no que eu poderia ter feito de errado. Não ser perfeita, ter crises, ser chata, ser um pouco inconsequente, ser MUITO honesta, ser ironica, apaixonada. Defeitos.

Humana que sou, não acho que seja motivo bom o bastante. Ser INsignificante!!! É uma possibilidade e, na verdade, é a única q me cabe, nesse sentido. Ela não me agrada, mas faz sentido.

Até porque, como diria Shakespeare “Um dia a gente aprende que não importa o quanto a gente se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam”

É claro, eu sei que tenho valor, para várias pessoas aliás, mas todo mundo gostaria de significar o “mínimo” para quem a gente dá o “máximo” de significado… Isso pode ser muito decepcionante, né? Traumático. Pode te fazer pensar em se fechar pro mundo (estou seriamente analisando essa possibilidade).

Lembrando: Isso é apenas um desabafo, que fique claro!

Me sinto, infinitamente confortável em escrever isso aqui, lá, e em todos os lugares possíveis, afinal, alguém pode ler, concordar, pode até ser que ajude, né?… Me ajuda… rs… Explorar minha capacidade de desafabar…

Voltando…

Eu me sinto mal. Não vou mentir, não vou abstrair, e vou curtir minhas dores (que estão, como sempre, se tornando físicas).

Se fosse possível, eu perguntaria “por que”? Não é possível, sabe?… Até porque, sozinha, já pensei em todas as possibilidades para os últimos acontecimentos.

Em um dos casos: EGO! Dizer que me ama, que sente minha falta e que não entende o que foi feito de errado pra ter o meu desprezo e, depois, repetir a MESMA CAGADA que me fez ter “tal atitude”… EGO! Hahaha… e não me arrependo. Fui feliz no fim que dei ‘naquilo’.

No outro caso… bom, nenhuma explicação é boa o bastante. E em todas elas, eu sou insignificante demais… Dói… ‘támerda, como dói pensar nisso. Quantas chances eu dei pra mim mesma nesse caso? Incotáveis as vezes que coloquei TUDO em primeiro lugar me deixei de lado… Ignorei a mim mesma. Como pude ser tão idiota cmg mesma!? COMO?!

O próximos passos são incertos, e cheios de sentimento, ao mesmo tempo cheios de razão. Complicado… muito complicado.

Saber o que é certo, saber que é melhor se colocar em primeiro lugar, saber que eu vou me sentir mal, e que vai levar um tempo até me recuperar, pq tem MUITO mais coisa em jogo, mais do que um ‘simples sentimento idiota’…

(Dói… e dói… e doi… e isso fica repassando… passando… e, de novo, repassando na minha cabeça, pq existe a dor fisica para ajudar ainda mais!!!)

Saber que todos os aspectos da minha vida estão linkados nesses próximos passos e ter q escolher entre EU, e o resto… Como faz?

Ouvir de todo mundo que eu preciso sair dessa, que eu mereço ser feliz…. Eu sou feliz, eu tento pelo menos. EU PRECISO DE AJUDA!

SOCOOORROOO, uma luz!

Já me decidi, sem me decidir… eu não sei! Não quero mais dar chance para as minhas decepções… Não! Cansei de tanto esperar. Posso até me decepcionar, mas será em QUALQUER OUTRO ASPECTO, não nesses… Não mais.

HAHahahahhaahaa… bateu o desespero, e aí, VIDA… Vai me ajudar?!

Me dei um prazo… vou esperar. Vou repensar. Não vai mudar muita coisa… Eu sei.

E a dor? A gente aprende a conviver com ela até o prazo q eu mesma me dei, NÃO MAIS QUE ISSO.
Difícil mesmo é “não ser” eu nesse meio tempo. Porque estou me calando, e sendo totalmente política.

Odeio me conter. Eu realmente odeio…

Sei, nada disso faz sentido. Exceto pra mim, umas e outras pessoas (q com certeza não perderam tempo lendo isso)… Sentimento de ser “insignificante” consumindo… Céus!

Só tentando entender o que acontece comigo. Só tentando aprender.

Só mais um desabafo, pra vida… rsrs.

É, né?… um dia a gente aprende…


… Uncategorized…

Diria que tudo nessa vida tem um começo, um meio e um fim.

Diria? Digo.

Continuo a dizer…

Todo “momento” precisa de um ponto final que o faça ter sentido.

E com toda a facilidade do mundo, alguns pontos finais multiplicam-se formando reticências… Aos que gostam de prolongar, o meu caso, essas reticências enganam, deixam enganar e passam despercebidas por anos…

Mas a vida é feita de momentos… que precisa acabar.

Não, na vida NADA é para sempre.
Incluseive as boas relações tendenciosas.

“And so… it is.”


… Contra capa.

… sempre foi questão de tempo.

Tempo para sentir…
Tempo para querer, tentar, conseguir,
se entregar, se deixar levar,
Se decepcionar, esperar,
Chorar, lembrar…

Sorrir, abstrair…
Tentar esquecer, fingir e fugir…

Voltar atrás,
continuar…

Esquecer…
Deixar ir…
Aprender…

Seguir…

A página não foi virada, já não existem mais páginas.

Esse livro acabou ontem.

Hoje, descanso a vista, e amanhã começo uma nova obra literária, baseada nos MEUS fatos reais.
E como sempre digo…

… “qualquer semelhança, não é mera coincidência”.


120 minutos ou mais…

 

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Um copo de café

Bom, o dia é como é

Não saber se o que se sonha

Foi sonho ou previsão de alguma coisa, algum lugar

Eterno ‘vir a ser’

Sem ter que acontecer

Frases soltas sem pretexto

se ser texto, sem algo para se ler,

Se ter… entender.

Rima fácil

Escritas e guardanapo frágil

Labiritinto infinito de exclamações

em pele de interrogações

Uma solidão nítidamente acompanhada.


… o infinito é tão aqui quanto lá.

E se fosse assim não seria, então, de qualquer outra maneira.

Enfim…