… What If I Do?

… Back and forth that voice of yours keeps me up at night
Help me search to find the words that eat you up inside
I go side to side like the wildest tides in your hurricane
And I only hide what is on my mind because I can’t explain

What if I do, Lord, what if I don’t?
I’d have to lose everything just to find you

What if I do, Lord, what if I don’t?
I’d have to lose everything just to find you

It’s my turn, this solo burn so throw me in the fire
Trophies earned and lessons learned, my wicked little lies
We can pave new roads with the cold creed stones, wind them through the pines
Should I stay or should I go alone? I cannot decide

What if I do, Lord, what if I don’t?
I’d have to lose everything just to find you

What if I do, Lord, what if I don’t?
I’d have to lose everything just to find you

Carolina, Caroline
Carolina, Caroline

What if I do, Lord, what if I don’t?
I’d have to lose everything just to find you

What if I do, Lord, what if I don’t?
I’d have to lose everything just to find you

Carolina, Caroline
Carolina, Caroline

Carolina, Caroline
Carolina, Caroline

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Digamos que preciso desabafar, e são quase quatro da manhã. Não consigo dormir…

Não sei até que ponto a música aí de cima tem a ver com religião, com alguém importante, ou com qualquer outra coisa… Mas, sei lá. Fechei meus olhos hoje antes de dormir (o que obviamente não deu certo) pedindo um motivo para voltar a acreditar. Em qualquer coisa que fosse… Não sei há quanto tempo eu perdi a fé nas coisas e nas pessoas. Acho que menti pra mim mesma dizendo acreditar por tanto tempo, que não sei mais qual foi o ponto em que isso aconteceu.

Sempre que eu paro pra pensar, eu vejo o quanto eu tenho sorte por tudo, mesmo os desastres da minha vida foram positivos. Até onde o destino ajudou ou minha força de vontade, ou minha capacidade de sempre transformar algo ruim em algo bom (no momento, um pouco enferrujada, mas acho que não totalmente perdida) ajudou… E isso não é algo tão relevante.

Fato, é que eu tenho muito a agradecer. Ultimamente só reclamo, só me sinto infeliz, só quero sumir, e o pouco que faço não é suficiente. Tenho me sentido um lixo, feia, estranha e desinteressante. Motivo? Bom, besteira falar sobre isso agora. No geral, uma série de acontecimentos atordoantes, decepções com o mundo, crises existenciais, teimosia, orgulho, hormônios e até um copo fora do lugar. Tempestades em copos d’água que não fariam o menor sentido, mas fazem pra mim.

Vontade de mudar essa situação eu tenho umas 10x por dia. Aparentemente não é o suficiente, e é claro que sei disso. Não basta a força de vontade, sem ‘atividade física’ associada não adianta. Mas estou me liberando de me sentir culpada para falta de ação, pelo menos por enquanto, já que isso é temporário.

Vivi todos os anos da minha vida sendo a ‘ação’ em pessoa, então eu tenho esse direito à ‘depressão/descontentamento/desanimo’, mas por tempo limitado…

Por falar em tempo… Esse me trouxe várias boas idéias. Finalmente eu consigo distinguir entre mágoa e raiva, saudade e falta, paixão e amor, o que deve ser levado em consideração e o que não deve. E claro, o tempo me serviu como lição para entender sobre as ações e as reações, minhas e dos outros.

Tentando dormir me lembrei de quando tinha meus nove, dez anos, e me apaixonava por personagens, ou meus cantores favoritos, ou sei lá, qualquer pessoa que com certeza fazia parte de um mundo de fantasia… E como era fácil substituir um pelo outro.

Acho que no mundo real, quando as pessoas são de verdade, fica mais difícil substituir. Até porque pessoas não são substituíveis. Analisando bem, existe uma linha bastante tênue entre pessoas que nos fazem sentir saudade e pessoas que fazem falta.

A saudade, geralmente é diferente, porque ela deixa um espaço vazio que nunca vai ser preenchido, a não ser pelas lembranças. Falta é fácil de sentir porque é quando a gente fica um tempo longe da pessoa e aí você percebe que ela longe “te faz sentir falta”, mas é reversível. Tenho sentido (no gerúndio mesmo) falta e saudade. Uma loucura que ajudou no desencadeamento do caos de 2011.

Compreensível desastre na minha vida.

Os últimos oito anos foram de muitas perdas insubstituíveis, amadurecimento precoce, e desde então, algumas mentiras sobre mim mesma de mim mesma e para mim mesma. Ser completamente honesta é sempre uma arma importante para se proteger do mundo. Perdi tempo demais tentando amadurecer e ser forte perante todas essas perdas e outros acontecimentos ainda criança que me deixei ser um pouco desonesta comigo mesma. Todo mundo precisa de um colo para chorar, e eu nunca admiti isso… Até esse ano.

Aprendi e vou repassar o conhecimento. Crescimento e aprendizado, eterno e constante, sim, crescer e aprender é para sempre.

Ainda bem que eu sei disso, e não estou sozinha nessa coisa estranha chama vida, não?!

Ah, chega. Boa segunda-feira, cheia de planos, força de vontade e se tudo for como eu imaginei tentando dormir, ação!

=**

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… Não dito regras…

Entendo pouco sobre elas.
Vou vivendo no gerúndio acomodado
Errando o suficiente e ganhando aprendizado

Tudo em tempo, descompassado
Lembrança no presente. Singular
Falta do último abraço dado
Lágrima legítima que ficou no olhar

É o passo para a frente,
Querendo andar para trás…
e é quando a gente mente
Dizendo ser forte e capaz

Estamos à espera de alguém
Na expectativa gasta em vão
E por um mundo de ninguém
Que não permite exceção

São as regras que eu não dito
E as palavras que não digo
Sentimentos que eu não sinto
E o passos que não sigo

É só o que eu vejo
E o que me permitem ver
A versão que não desejo
Do que não queria ser

É o passo para a frente,
Querendo andar para trás…
e é quando a gente mente
Dizendo ser forte e capaz

Nego, pela facilidade
Magoo, e me desculpo
Idéia de imunidade
Sou eu, contra tudo.

Contra tudo.

… inclusive você. Inclusive eu mesma.


… ciclo completo…

… Por tocar agora Full Circle, do Aerosmith. Uma das melhores músicas da vida, na minha opinião.

Realmente, hoje, finalizando mais uma semana, uma longa semana, sinto-me finalizando um ciclo. Um ciclo de angústias, de pensamentos descontentes, de sentimentos mal compreendidos, de planos mal idealizados… (mesmo não sentindo nem metade dessas ‘coisas ruins’)

Não fiz o que planejei desde o princípio e sabia que não faria. Eu sempre sei como será minha reação, mesmo planejando tudo ao contrário.

A verdade é que, não vale à pena abrir mão da minha felicidade, ou do que me faz feliz, por algo que talvez não seja nem maior e nem menor do que é. Não por algo que pode ser abstraído, e eu conheço bem essa atividade de abstração. Não é?

Não que faça por mal, mas por sentir que é necessário. Talvez eu me sinta mal por sentir que faço as coisas acontecerem, mas não me sinto mal, porque a realidade é que a culpa não é – e nunca foi – minha.

Sou compreensivelmente compreensiva, até demais.

E agora as águas vão seguir para seu devido mar… Continuo aqui, com planos, vontades, e muita paciência. Força de vontade, sentimentos nulos, e sentimentos explosivos intensos!

Adoro terminar um domingo escrevendo de madrugada sobre as mesmas conclusões de sempre. Sempre finalizando ciclos… Semanais.

“… If I could change the world…” não o faria! Exceto por algumas atitudes da humanidade no geral. Mas o ‘meu’ mundo? Mesmo incompleto, mesmo torto, com crises contínuas e eventuais eventos catastróficos, eu não mudaria. Não completamente. Só acrescentaria algumas coisas boas… =)

Enfim…

Boa segunda-feira!