Não é falta de amor.

É ausência.

E não há nada que algumas horas de choro ressentido no ursinho de pelúcia não amenize.

Choro ressentido… Como aqueles de crianças pequenas, que vem do nada e cessam do nada… Daqueles sem motivo.

É falta de razão… Ou melhor, ausência de emoção.

É o fato de não ter e, consequentemente, não sentir. E, talvez, por isso não poder retribuir ou, como eu digo, distribuir.

De tantas teorias criadas, a minha já re-re-readaptada fez sentido, mais uma vez.

E não quer dizer que eu esteja certa, mas é uma explicação plausível porque, ultimamente, ao ouvir que alguém me ama, não consigo responder…

Sinto uma falta de honestidade, da minha parte, em responder que amo de volta. Nesse momento não existe nenhum resquício de amor dentro de mim. O que eu tinha ou congelou, empedrou, estragou, vazou, evaporou. Não sei…

Talvez ele só esteja escondido em algum fundo de gaveta, dentro de mim. Realmente, não sei.

E claro, não é compreensível, são coisas que só eu entendo.

Não é justificativa e não é justo, mas é como eu me sinto.

Sei o quanto é ruim ter essa consciência, sei que é o tipo de coisa que machuca. E tenho alguma ideia esperançosa de que seja temporário…

Recurso emocional esgotável, é, talvez.

Continuo sem saber.

♪  

And I don’t know
I could crash and burn but maybe
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