(me.lan.co.li.a)

sf.

1. Tristeza sem causa definida, por vezes acompanhada de uma saudade difusa.

(…)

 

O primeiro item define bem.

 

 

É o frio, só pode ser o frio.

Talvez não seja o frio, e sim ausência de calor.

 

 

♫ Mais um desses de dezesseis.

Desde a última vez.

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Oi, tenta & um.

E aí,

Vem a sensação de que, não quer ser perdido de vista. Mas não tem intenção de avistar ninguém.

Como a terra firme de uma ilha deserta que ninguém gostaria de habitar… Eu sou e, talvez, não seja só eu.

 

De qualquer maneira, derrota a minha. Porque sim, eu vejo…

♪ And I’ve always lived like this
Keeping a comfortable,distance

Miolo.

Penso que esse miolo de ano junho/julho, por muitos anos, acabou se tornando um mês cabalístico na minha vida…

Tudo acontece, acaba, começa, desenrola…

É como um filme, ou um livro, ou qualquer coisa que tenha estrutura de história.

Dizem que as reviravoltas acontecem sempre do meio pro fim, né?

Não concordo, é mais a nossa vontade de querer mudar as coisas que até o ‘meio’ não foram boas, na nossa concepção do que é bom… Como se a gente tentasse recuperar as notas pra passar de ano ‘direto’ porque, até as férias, empurramos as matérias com a barriga.

Sabe? Acaba sendo mesmo tudo parte da nossa ideia do que é bom pra gente.

Somos sempre muito egocêntricos.

Esse meio, é uma coisa inventada, porque é um ciclo vicioso, são sempre os 365 dias se repetindo, e se repetindo…

Então, ‘meio’ é meio que da nossa cabeça.

Mas voltando a mim:

Fato, é que coisas acontecem durante essa época.

Sempre durante essa época…

Nem sempre coisas boas, e na verdade nunca são – não me lembro de muitas coisas boas nesse período -, mas que movimentam a minha força de vontade para fazer com que ‘a outra metade’ do ano seja bacana,  e tals…

Nesse momento?

Minha vontade precisa de um pouco mais de motivação, mas ela tá sobrevivendo com o que tem… Enfim.

“Coisas que a gente só consegue quando necessita”… Mas quando a necessidade é de mudança, fica tudo vago, inclusive para o destino descobrir.

♪ 

Thank you, frailty
Thank you, consequence
Thank you, thank you, silence

Blablabla.

Sabe quando você para pra pensar e tem vontade de chorar?

 

Quando a sua base de sustentação começa a ceder e você enxerga o chão, talvez seja melhor desmoronar, esperar a poeira baixar e deixar que reconstruam algo novo no lugar do que caiu.

 

Fato é que, apesar de achar as analogias sempre muito úteis, não sou um prédio e a queda dói.

 

 

♫ Does anyone care?

 


Segunda: o segundo do segundo…

E começou mais uma vez a outra metade.

Porque é mais simpático da nossa parte pensar em inicio, sendo que estamos na parte do ‘meio para o fim’.

Passou voando, como todos os outros anos que ninguém se deu conta de que acabou.

É hora daquele famoso ‘balanço’.

 

Ou… Seria, não fosse o fato de que não houve nada que se fizesse pesar.

 

Quer dizer…

 

Talvez esteja (eu) aprendendo a lidar com a realidade que não crio.

E ao ‘não criar’ de tempestades em copos d’água.

 

Aprendendo a lidar com o nada…

Aprendendo a deixar de lidar com o tudo, sem que haja necessidade.

 

É difícil, em qualquer uma das interpretações.

 

Aprendendo a lidar com a falta de conversas interessantes.

Aprendendo a lidar com a mesmice do ser humano.

Aprendendo a ser adulta.

Aprendendo a fazer planos.

 

Lidar e agir estão em campos distantes, vejo bem.

 

Vamos esperar… De repente é só isso o que me resta por hora.

 

 

♫ Sour candy endings…and I was barely even there.