2010.

Entrelinhas, entreaberta,

Vão!

Não segure a minha mão!

Eu não posso ficar
Eu não… 

Os nomes que eu nem perguntei

Contatos rasos pelos quais eu não chorei

Não quero o quarto escuro,

nunca silenciei 

Não me serve a solidão…

Eu, por mim, continuei

Mas não segure a minha mão
Eu não quero ficar
Eu não… 

Se fugir é uma opção, 
Fingir então é condição. 
Eu finjo bem, eu corro bem… 
Só eu sei…

Só eu sei… 

♪ Come Full Circle…

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♫ Don’t go away.

Tempo para fazer as coisas certas.

 

Ou da maneira certa.

 

Ou tentar, pelo menos.

 

Importante mesmo é a intenção, desde que ela exista de verdade… Até porque, quando a gente erra a gente aprende (não é uma regra, mas acontece com frequência).

 

E se houver tempo, a gente corrige o erro que a gente fez.

 

 

♪ Cold and frosty morning there’s not a lot to say 
About the things caught in my mind ♪

=)


87

Somos o molde e a massa…

 

E é isso.

 

 

Why don’t you be the writer
Decide the words I say?  – ♫ 

 


Das coisas mais inteligentes que eu já disse…

A mais inteligente foi “Se não há nada bom para se dizer, melhor não dizer nada”…

 

 

Se o silêncio consente o que deseja a nossa mente, melhor que seja algo bom. Mesmo que não seja isso o que temos a dizer…

 

A realidade não me parece tão necessária.

Tem gente que vive muito feliz em sua bolha… E ser feliz é o objetivo das nossas vidas, certo?

 

De repente, é melhor deixar as coisas como estão e viver uma ilusão no lugar de sofrer por uma realidade que não tem nenhuma razão.

 

♪ Sem mais,
Eu fico onde estou
Prefiro continuar distante.

E calada.

 

 

 


Keep your eyes open.

E aí,

A música. Sempre uma música pra trilhar.

Faz tempo que ‘a gente’ (eu e meu alter ego) não escreve sobre as coisas da vida.

Há um tempo atrás, cheguei a conclusão do quão estagnada minha vida está.

Existem muitas coisas acontecendo, mas como são coisas que estão fora do meu poder de decisão (sim, eu faço o que posso para mudar a rota das coisas, mas volta e meia não dá. Simples assim!) eu fico sentada, e observo tudo acontecer.

Eu sei, por experiência própria, que tem coisas que precisam quebrar… Ou para serem consertadas, ou para simplesmente darem lugar a coisas novas.

Hoje esse sentimento, de ‘substituição’, mudou dentro de mim. A ideia de dar lugar a uma coisa nova soa mais otimista, de qualquer maneira.

E o novo é sempre bem vindo! Sempre!

Mas me incomoda estagnar, sentar e observar. “Não tem nada lá, não. Nem nada aqui”, e o vazio incomoda.

 

De repente até o silêncio fica insuportável… E se não fossem os fones de ouvido pra me tirar um pouco da órbita…

 

Problemas… Ou, talvez nem seja esse o nome… Porque não é um problema, é uma coisa sem solução, inevitável… SOFRÍVEL… Pra mim, que tá de fora, mas vive de dentro… (?? HUM)

 

É complicado. É uma merda.

 

 

E, eu sei… vai passar…

Hoje em dia, com a minha idade, ‘pré-adultez’, tudo passa.

Já não se tem mais tempo pra remoer e sofrer com as coisas. O que é bom, e é ruim… Superficialidade nunca me agradou, mas é o que eu vejo para um futuro não tão distante…

 

Aliás, é o que eu vejo ‘o tempo todo’. E aí eu paro… Será que só eu penso assim? Não… Mas acho que ninguém para por esse motivo. E eu paro. Paro porque a superficialidade e a falta de crença crescente nas pessoas me desmotiva a continuar seja lá o que ou para onde.

 

Aí, eu paro e penso… Será que eu tô com depressão? Talvez. Mas eu sei que vai passar. Porque eu explodo, eu choro, eu grito, eu sumo, eu volto sorrindo.

 

Mas não é nenhuma grande coisa, nem nada com o que alguém deva se preocupar… Mesmo quando, no fundo, ‘alguém se preocupar’, seja só o que eu preciso. Mas nem toda preocupação é válida (mesmo que eu reconheça e agradeça profundamente), quando quem precisa perceber o que faz não vai ler, nem vai saber nada até que eu exploda…

 

É engraçado…

 

Não que eu não ache um barato ter nascido, mas quando isso não é uma opção, fica difícil ter que lidar com coisas como as que eu tenho que lidar ultimamente.

 

Se eu for pensar de maneira egoísta, tecnicamente, quando você pensa em construir uma família, ter um lar, filhos, casa, etc… É uma coisa que você faz para se auto satisfazer, certo? É um ‘sonho’, um objetivo de vida… Certo?
E aí, você consegue… Mas, e aí, quando você percebe que não era isso… Você construiu uma coisa, e depois quer desmontar… Ok… é um direito seu…

 

O problema é que o seu sonho incluiu segundos e terceiros, e esses criaram seus próprios objetivos e sonhos… Baseados nos seus… E aí… Você desmontou os seus, consequentemente os deles… Os meus.

 

Não que eu seja mal agradecida, porque eu não sou… Mas não é meu dever entender… Só que quando a casa cai, ela cai em cima de mim antes… E cai duas vezes… (PLIM… Ah, é disso que eu tô falando)…

 

É… é disso… Entre outras coisas…

 

É complicado, e dói. Mas como é de se esperar, daqui a pouco passa.

 

 

 ♫ The tricky thing

Is yesterday we were just children
Playing soldiers, just pretending
Dreaming dreams with happy endings


I wish I was special…

… But I’m a creep, I’m a weirdo ♫

 

Não que seja uma desculpa.

Mas é, definitivamente, um bom motivo para atitudes que eu costumo ter.

 

… Gosto assim.

 

 


86…

Não se pode pedir que as pessoas ajam de acordo com uma filosofia de vida.

É o tipo de responsabilidade que deve ser exercida, apenas, por quem a tem…

 

E é isso o que impedirá decepcionar-se com o ‘alheio’.

 

 

 

♫ I’m holding out my hands with nothing left to show
Guess that’s the way it goes