O plano B.

“Não sei lidar com isso.

Principalmente quando eu sei que ‘não’ é válido, é garantia. E ‘sim’, é assustador.”

 

 

Para os dois casos.

 

 

Dá-se um jeito.

 

 

Necessariamente, existem outras coisas.

 

 

♫  …  You can’t choose what stays and what fades away

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#91

O problema começa quando você coloca sob responsabilidade de outra pessoa a SUA felicidade.

 

♫ For you I’d bleed myself dry.


Sabe quando você sabe que é passageiro?

E o que não é?

Aprendi com o Shakespeare que tudo acaba. Quer dizer, aprendi com a vida, mas Shakespeare sempre me alertou sobre isso.

Fato que as coisas acabam. Sentimentos, para ser mais franca. Sempre sentimentos.

Somos sentimento, não posso negar. Sentimento e respiração.

Mas de vez em quando sentimos tanto, que nos falta ar.

Sentimos tanto, depois sentimos muito por ter sentido tudo e depois não sentimos mais nada.

É meio vago. É complicado.

É como alguns enxergam, não eu.

Na verdade, não há nada que eu comece que eu não possa terminar… Porque acaba. Uma hora, simplesmente acaba.

Acaba o sentimento e a respiração.

Cabe a quem é de direito saber o que fazer com o tempo que se tem pra fazer sentir e sentir-se bem.

… So together, but so broken up inside ♪


Tipo domingo…

E aí,

Passaram-se dias e dias, e um feriado que eu nem senti…

Passou quase um ano. Passou metade de um mês inteiro…

Ano cheio de expectativas, ou vazio delas… Com expectativas de se ter alguma motivação para se criar alguma expectativa, qualquer que fosse.

Bem, as coisas não costumam acontecer como a gente espera, que dirá quando a gente não espera…

Minha lista de coisas a fazer continua na minha carteira, para serem feitas.

Algumas eu até fiz, outras até tenho feito.

Outras? Quem sabe ano que vem.

Quem sabe…

♪ All we know is that we don’t know
How it’s gonna be
Please brother let it be
Life on the other hand won’t make us understand
We’re all part of the masterplan


(com.ple.xo)

1. Que abrange ou contém muitos elementos ou aspectos diversos, com diferentes formas de inter-relação, às vezes de difícil apreensão ou compreensão: “… são tão complexos os atos humanos…” (Afrânio Peixoto, Maias e Estevas)

Do todo que eu observo, os detalhes mais bobos, pertencentes do que se torna confuso, são os que me fazem sorrir por serem assim. Bobos, simples, sem pretender ser parte do complexo.

Paradoxal, como tudo nessa vida. Como já acostumei a ver e a entender.

Nada foge da compreensão, quando tudo pode ser compreendido ao seu próprio tempo.

Entendo que depois de pensar, lembrar e esquecer, algumas coisas – ou todas elas – devem ser levadas em consideração.

Existem motivos para coisas acontecerem da maneira que acontecem, mas não tem a ver com futuro predestinado e sim com passado mal (ou bem) calculado. Atitudes, ações.

Não acredito em nada que não possa ser mudado, mas acredito no velho ditado que diz que hoje colho aquilo que plantei, ou deixei ser plantado.

Deixa-se muita coisa ser plantada dentro da gente, e depois quando percebemos, existe mais mato que flores.

Não que mato não seja necessário, mas quando ele cresce vira esconderijo de bicho e não deixa a gente ver.

É assim na metáfora e é assim na vida.

De repente, não regar não resolve. Não cuidar do jardim não ajuda.

Não fazer nada não quer dizer que nada vá acontecer.

Acontece sim.

♪ Maybe I had said, something that was wrong
Can I make it better, with the lights turned on ♪

#TipoIsso.

12 h 12 min,

e assim, foi o último momento do dia que, de fato, valeria a brincadeira de alguém pensar em mim.

O que é egoísmo, porque pensamos no que alguém – quem quer que seja – esteja pensando, mas nos limitamos a isso. Não pensamos em ninguém, senão no nosso ego inflando com a ideia.

Egoísta que somos… Seres humanos.

Penso assim, e prefiro não pensar em mais ninguém também. Porque não vale a pena perder esse tempo pensando se não pretendo estar no pensamento de quem eu acho que pensa em mim.

Confuso sim, porém honesto.

Então, não acredito nessa brincadeira.

E não acredito que ‘pensar’ seja suficiente. Na realidade não é nem mesmo o mínimo quando se quer existir.

A realidade dói, é dura e é porque tenho a vista cansada…

Talvez eu use óculos e as coisas melhorem. Talvez, um dia, eu fique cega e só imagine coisas boas.

Não sei.

Talvez, e nesse ‘talvez’ eu realmente acredito, eu já fosse cega e só agora esteja enxergando com clareza o quanto as coisas não são como eu gostaria que elas fossem.

E, nesse caso, a minha saída é aprender a lidar com a vida antes que vida tente lidar comigo.

Porque a vida, meu amigo, não costuma ser justa com quem não sabe viver.

♫ It’s  times like these you learn to live again