93#

Dizia o horóscopo hoje de manhã: “Um amor do passado pode ressurgir…”

Amor, quando é amor – e se diz que ‘acabou’ -, não se torna passado… Se torna lembrança.

 

 

♫ 

It’s never quite as it seems
Never quite as it seems
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♫ Phantom

All this time wasted and all this time gone

You are still waiting on me

Everytime you leave the house remember you’re not safe 
But you’re hardly ever 

All those times that I could swear I heard you speak and spoke in such low voice 
About: If you could choose you would choose not to feel cause you are hardly ever happy

Sometimes I caught myself standing in that step
and eyes so black and unsure realizing this is not where I want to be and not where I want to go 

And I don’t mean to brag I don’t mean to disagree
but I feel that you fail to see

In order to love you have to be all you can be but mostly you have to love yourself 

All this time wasted and all this time gone you are still waiting on me and if 
I could choose I would choose not to feel cause I am hardly ever happy

You, you, you… follow me, happy

Não que eu entenda todas as coisas do mundo, porque eu não entendo.

E não acho justo pensar que posso me colocar no lugar de ninguém, seria complicado demais ser o que eu não sou em uma vida que não é minha. Seria petulância pensar que é possível.

Fico feliz porque existem motivos pra isso – ser feliz -, e eu sei que as tempestades em copo d’água que eu crio sem muita criatividade, pelo menos ultimamente, são apenas desculpas de uma vida sem vento nem lua pra guiar a maré.

E eu reclamo, reclamo sem parar de nada que acontece.

Nada incomoda mais que crises de existência.

Existem outras coisas, existe um mundo melhor, existem pessoas boas, existem as lembranças.

É dessas que eu sinto falta. Porque ‘o que é uma vida sem lembranças?’…

Pessoas falam sem saber o poder que essas têm sobre pessoas como eu. E posso não aceitar, nem sequer pensar em admitir, mas não paro de pensar.

Tenho medo sim da solidão, tenho medo sim da escuridão.

Tenho receio de ser o que eu quero ser, e no final descobrir que não era isso que me faria feliz.

Naquela listinha de desejos de um ano, eu desejei uma coisa que eu consegui, efetivamente, e isso é a grande razão de tudo isso que se tornou esses nada enorme. Mas é bom e é ruim.

É confortável.

O lugar no balcão é confortável, e se fingir de pedra é confortável. Agir como se nada fizesse nenhuma diferença, porque de fato nada faz se você quer assim, é muito confortável.

Mas confortável, na atual situação, não é sinônimo de felicidade. E felicidade, em estado, é difícil e não se encontra em qualquer lugar.

É tipo o pózinho mágico da Sininho, e só funciona com pensamentos felizes, que têm faltado no mercado também.

E é reclamável. E dá preguiça tentar mudar essa situação, porque é realmente muito confortável não sentir, e não fazer nada a respeito disso.

Dizem que o primeiro passo é admitir.

Bem, eis o que eu faço nesse momento.

Talvez precise de terapia, talvez precise de emoção, talvez precise apenas fazer aquilo que cobrei de segundos e terceiros durante anos.

É só mais um ciclo se fechando, com mais dúvidas que conclusões, mais entendimentos que sensações.

Um ano automático, sem muito sobre o que refletir, senão sobre o não refletido.

É quando falta algo que se sabe, mas nunca se encontrou.

E de fato, nunca é exatamente a palavra que se encaixa. 


Yellow ♫

Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do,
Yeah, they were all yellow

I came along,
I wrote a song for you,
And all the things you do,
And it was called Yellow

So then I took my turn,
Oh what a thing to’ve done,
And it was all Yellow

Your skin
Oh yeah, your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
You know I love you so,
You know I love you so

I swam across,
I jumped across for you,
Oh what a thing to do
‘Cos you were all yellow,

I drew a line,
I drew a line for you,
Oh what a thing to do,
And it was all yellow

And your skin,
Oh yeah your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
For you I’d bleed myself dry,
For you I’d bleed myself dry

It’s true, look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine for…

Look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine…

Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things that you do…
Aquele momento que você gostaria de escrever sobre a vida que não quer ser escrita.


92#

O nunca é a força do hábito de saber, sem entender.
And you feel like it’s all over
There’s another round for you… When the wheels come down

And I don’t I need you ♫

Você se percebe sob controle.

E percebe que todo o controle que você tem sobre você mesmo te prende.

É complicado saber entre o bem e o mal que somos capazes de nos fazer…

No final, é uma questão de tempo até que o normal seja menos atrativo do que o que havia antes, aquela bagunça em lugar de todos os catálogos bem organizados de memória e sentimentos.

 

Era emocionante o ‘não saber’… Não prever o que estaria por vir, ou como reagiríamos as tantas possibilidades.

 

Difícil esperar qualquer coisa de um ano que já acabou…

Foram dias que passaram pela obrigação de passar e nada além disso.

Foram dias vividos pela obrigação de existirem e fazerem sobreviver.

 

Foram horas que não senti passar nem fiz muita questão de que demorassem mais, ou passassem mais depressa.

 

Foram começo, meio e fim… Em branco.