Well…

… you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow
Only know your love her when you let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know your love her when you’ve let her go

 

 

 

… And you let her go ♫

 

You let me go.

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A caminho de casa…

Acho que tinha uns 17 anos quando me apaixonei pela primeira vez. Com uns 20, aquilo se transformou em “primeiro amor”, inesquecível, insubstituível, imaculado, silencioso e, por um motivo básico, impossível. Acabou que ficou invisível… Quase inexistente… Quase.

Emendado em desilusão, meu cérebro, que fez o meu coração bater bastante por um tempo, já desacelerado, conheceu “o próximo”.

Bom sentir o ar sumir, e todas as borboletas no meu estômago. Foi uma entrega com receio, mas ao mesmo tempo com vontade de ser diferente…

Foi diferente, sem poupar palavras nem sentimentos, mas sem nunca admitir que fosse amor. Será que foi? Doeu como se fosse só que doeu menos do que da primeira vez. Doeu o termino, pelo próprio término e pelas mágoas. E eu me culpei igualmente por fazer dar errado. Eu nunca estive pronta para de estar com alguém… Eu gosto de ser quem eu sou, completa e desacompanhada.

Logo, sem alimento, sem amizade que segurasse um “quase”, acabou. Morreu. Virou lembrança que se quer esquecer. De vez em quando lembro, mas não sinto.

Da última vez – última porque foi a mais recente, não porque não vai mais acontecer -, eu sabia exatamente como ia terminar sem nunca ter começado. O problema é que eu sempre sei como vai acabar, mas nunca me preparo para o começo, nem o meio.

Na verdade, eu não queria começar. O começo é sempre difícil. Ninguém nunca sabe por onde começar, e não existe uma cartilha. A televisón tenta ensinar, mas nunca tive aula disso na escola… O que me tira um pouco o peso de não saber… Algumas pessoas têm talento em criar laços, e tudo mais… Nunca foi o meu caso.

Fato é que começou. Começou uma história nova completamente errada. A pessoa errada na hora errada da maneira errada. Os motivos errados. É, eu tinha alguns.

Quando dei por mim, estava apaixonada e já era tarde demais. Acabei na mesma história com personagens diferentes, e me culpei de novo.

Culpei a mim, porque sempre quis ser quem eu sou, mas mesmo para ser quem eu sou eu preciso abrir mão de algumas coisas. Porque não me levo a sério, e a conseqüência disso é não ser levada a sério. Culpei a mim porque disse tudo, fui sincera, mas nunca demonstrei com ação nenhuma todas aquelas coisas que eu disse.

E aí, eu me perdoei porque eu tive medo, e o medo serviu como desculpa para toda a culpa daquilo que eu fiz e, principalmente, que deixei de fazer.

Acabou que acabou como da segunda vez, sem alimento, sem amizade que segurasse um “quase”, virou lembrança que se quer esquecer. Ou pelo menos é assim que eu imagino que vá ser daqui um tempo.

Voltando pra casa hoje, concluí que eu amei mais de uma vez, amei todas as três vezes, acho que eu sempre amo. Eu tenho muito amor, e nunca me dei conta disso… Mas aí, percebi que não quando não é recíproco – e nunca foi –,  não pode ser considerado amor. Não como substantivo. Amava como ato, ação, verbo. Mas nunca foi amor. Não foi. Não era.

Complexo? Um pouco.

E então que nunca houve nem primeiro, nem segundo e nem terceiro amor.O que houve foi… Bem, não sei. Mas seria uma grande decepção ter essa história pra contar… Meu ponto de vista me permite agora considerar toda essa conclusão como uma ótima novidade, pois da próxima vez, talvez seja o “primeiro amor”.

Talvez não seja, também, mas eu sei lidar com o não.

 

Agora preciso aprender a lidar com o sim.

 

♫ You have suffered enough
And warred with yourself
It’s time that you won ♥

Just don’t leave… ♫

Don’t leave…

I’m not living
I’m just killing time…
“Just killing time” …
E foi justamente isso o que fizeram comigo.
Mataram um tempo que acreditei estar vivendo.
Um grande nada.
É, nada demais.
Nada além de um engano.
Nada que eu não consiga esquecer.

Thing I don’t understand…

How tides control the sea
And what becomes of me
How little things can slip out of your hand
How often people change
No two remain the same
Why things don’t always turn out as you planned
These are things that I don’t understand
Yeah these are things that I don’t understand
I can’t (and I can’t)
Decide
Wrong (oh my wrong)
From right
Day (oh my day)
From night
Dark (oh my dark)
From light
I love (but I love)
This life
How infinite is space
And who decides your fate
Why everything will dissolve into sand
How to avoid defeat
Where truth and fiction meet
Why nothing ever turns out as you planned
These are things that I don’t understand
Yeah these are things that I don’t understand
I can’t (and I can’t)
Decide
Wrong (oh my wrong)
From right
Day (oh my day)
From night
Dark (oh my dark)
From light
I love (but I love)
This life.



Quando o tempo não te dá tempo o suficiente para descobrir o que é isso que você sente, antes de ‘ganhar’ motivos para desejar (muito) esquecer, e nunca mais sentir absolutamente nada…


É… Sempre assim.