Páscoa…

Nobody said it was easy.
E aí, eu quero muito começar a escrever sem parar, sem pontuar direito.
É páscoa, e eu descobri que esqueci a reza. Perdi a fé.
Perdi, deixei tudo perder o significado. Foi que, na verdade, eu não perdi completamente a crença. Resta um pouco de fé, misturada à necessidade de ter retorno pra me manter acreditando… Não faz sentido, faz só pra mim.
É culpa da Páscoa e das datas e lembranças que acompanham o mês. Foram grandes perdas. Foi importante, e não é assim tão fácil de esquecer.
Mas um dia aprendi que páscoa é a época da renovação. Eu sigo pensando que, de fato, é.
Remexi o guarda-roupa, encontrei todos os bilhetes e fotos de anos atrás… E foi engraçado o sorriso desorientado, porque foi como se tivesse acontecido ainda ontem.
Eu vi as letras, e os cheiros, e os tickets, os mapas, o ingressos dos shows, as pulseirinhas das festas da faculdade, as divisórias e contracapas de caderno com mensagens dos amigos… Diários e agendas com três páginas escritas – porque nunca consegui manter um diário, nunca achei que nada fosse interessante o suficiente para se escrever… E olha onde eu parei.
Eu olhei todos os presentinhos, alguns que eu nunca desembrulhei, mas guardo com muito carinho, porque eu tenho como um pedaço de quem me deu.
Mas é preciso jogar algumas coisas fora, se é a ideia é renovar, né? Preciso dar espaço, preciso desapegar de algumas coisas, não tem jeito.
Nessas horas eu me sinto uma velha, com um monte de coisa velha, e lá se vão duas sacolas gigantes de coisas, mas ainda sinto que  falta espaço pra coisas novas.
Abrir mão é tão complicado quanto adquirir… Essas coisas de mudança. É só uma espécie de preparação, eu já sei como funciona…
É difícil abrir mão das lembranças e seus significados.
Muito difícil, é.
Ninguém disse que seria fácil.

#Heartattack

“Mas você faz eu agir como uma garota, pinto minhas unhas e uso salto alto”

Silly, but deeply true.

 

Viver em função de impressionar outra pessoa que talvez não se importe, ou que talvez nem note. Mas não é por mal. Não é por isso que você deve deixar de tentar, um dia talvez, você se sinta feliz e se impressione com você mesmo.

 

Às vezes acontece.

 

Não tenho condenado muitas condutas esses últimos tempos, porque eu mesma não segui as minhas.

Sei lá.

♪ It’s just not fair
Brings more trouble than it all is worth
I gasp for air
It feels so good, but you know it hurts  ♫

Here I am…

Once again…

I’m torn into pieces, can´t deny it, can´t pretend
Just thought you were the one
Broken up, deep inside
But you won´t get to see the tears I cry
Behind these hazel eyes
É…

You know all these lovesongs will break your heart…

I don’t know where and I don’t know when

But I know we’ll be together again

I’ll see you someday before the end

I don’t know where and I don’t know when

♫♪♫♪♫♪

Na verdade…

Não.


Too Close.

You know I’m not one to break promises
I don’t want to hurt you but I need to breathe
At the end of it all, you’re still my best friend
But there’s something inside that I need to release
Which way is right, which way is wrong
How do I say that I need to move on
You know we’re heading separate ways

And it feels like I am just too close to love you
There’s nothing I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way

You gave me more that I can return
Yet there’s so much that you deserve
Nothing to say, nothing to do,
I’ve nothing to give
I must leave without you
You know we’re heading separate ways

And it feels like I am just too close to love you
There’s nothing I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way

So I’ll be on my way

And it feels like I am just too close to love you
There’s nothing that I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way

So I’ll be on my way
So I’ll be on my way
Aí, a música diz parte da verdade.
E aí [2!], eu pensei seriamente em me arrepender de seguir em frente. E me arrepender de achar que eu me afastei por sua causa. E acreditar que o mal que você me fazia, era um bem que eu gostava de acreditar que era bom pra mim.
Mas aí [3?]… O homem (como espécie), peca pela crença, quando deveria apenas se guiar pela razão.
“Não tá dando” pra viver de ilusão.
… And I feel like I’m just too close to love you.

Tão natural quanto a luz do dia…

Morrer.

Então que, como isso é um Blog pessoal, talvez eu possa escrever sobre o que eu penso, quando eu penso, é isso produção?

Não que eu não tenho o que fazer, mas na hora do almoço eu tive tempo – e sinal 3G – para ver o que estava bombando nas redes sociais, motivos para isso não faltam. Duas mortes de duas pessoas importantíssimas no mundo. Um na política, outro na música.

Sentir muito pelas duas perdas, eu sinto. Duas vidas, né?

De fato, me choca muito mais a morte do Chorão, e isso faz de mim a maioria.

Eu nunca fui politizada, mas eu sei que o Chavez, que não é o do Barril, fez muito para chegar a ser reconhecido politicamente, pelo bem e pelo mal. Mas como eu disse, nunca fui muito “in” nesses assuntos.

Aí, eu vi que o realmente está nos #toptrendings, é o quanto a opinião do ‘outro’ é descartável. Eu acho que todo mundo tem o direito de sentir sua perda como quer.

Eu sou mais da música, sinto mais pela perda do líder do Charlie Brown Jr., e qual é o problema!? O problema é que eu não entendo de política, senão, eu ia querer opinar sobre a morte do Hugo Chavez também. É gostoso opinar, principalmente quando ta na moda.

Não, péra! Duas pessoas morreram, e as pessoas estão realmente mais engajadas em discutir qual dos falidos merece ter homenagem, qual merece ser criticado?

Não que eu acredite que quando uma pessoa morre, ela vira santo, não mesmo! Mas, se os dois têm quem os admire, qual é o problema nisso?

Eu não vou escrever mil mensagens, nem vou colocar minha música favorita do CBJ pra tocar, na verdade eu vou, mas não agora… Mas eu gostaria de ver um pouco mais de respeito com os mortos. Os dois.

Estamos vivendo em um mundo onde tudo é motivo para criticas à troco de nada. Porque ninguém ganha nada com isso, nem eu escrevendo isso aqui… Mas já que ta na moda…!

É sim, uma perda imensa pra música. É uma perda imensa pros caras que andam de skate na Paulista a noite, ouvindo as músicas do Chorão no Ipod (Ipod ainda existe?). É uma perda pra música. E, pra criar uma polêmica, eu ainda ouso dizer que qualquer perda na música, é muito maior do que na política.

Não as vidas, os assuntos.

 

Mas a música é eterna, e mesmo que o cara tenha morrido, a música dele será sempre tocada.

É uma perda, porque não terão mais boas músicas desse músico, e eu acho que cada um que escreve, que tem a capacidade de transformar o que escreve em música faz isso de maneira única. É como uma impressão digital, sabe? Por isso penso que é uma grande perda.

Enfim…

Sei lá… Todo mundo está nessa vida só de passagem, alguns, como eles, fizeram a passagem valer todo o preço que se pagou a cada dia, porque vai ser lembrado pra sempre, mas mesmo assim, o natural me choca. Ninguém se prepara pra morte, mesmo sendo ela a única certeza que se tem nessa vida.