Um dia e meio…

É o que falta pra começarmos um novo ciclo…

Aos que acreditam, assim como eu, que quando a Terra recomeça sua aventura em torno do Sol, as energias tendem a se renovar também… Espero que comecem com o pé direito.

Aos que não acreditam, que a continuação, sem essas quebras supersticiosas, seja boa… No fim das contas, e do ano, o que conta é a energia interior e as nossas escolhas que vão fazer diferença.

Desde a madrugada de hoje, parei pra pensar e fazer aquele balanço de 2013… Acho que agora eu posso fazer isso, não pretendo sair de casa antes da 00h de 1/1/14, mesmo sabendo que em um minuto tudo pode mudar completamente – até em menos tempo!

O como foi esse ano? Todo ano é um ano diferente. Esse ano foi cheio de mudanças, mas mudanças pouco sentidas, porque estive completamente desconectada com as sensações e sentimentos do meu mundo. Foi o ano do meu piloto automático. E não! Não me orgulho nada disso.

Levando em consideração que meus poucos momentos de “emoção” foram regados à angústia de estar nesse estado, e não ter ideia de como sair, ou se algum dia eu sairia, eu poderia fechar o balanço dizendo que o ano foi uma merda.

Não foi.

Entre angústias, falta de emoção (da minha parte), uma grande perda e todas as mudanças possíveis… Deu tempo, nos 45 do segundo tempo, de ganhos, e… Bom, a gente sempre aprende alguma coisa todos os dias… Aprendi bastante, bastante mesmo, em intensidade.

Aprendi a não desejar que os erros e as coisas que eu considero ruins sejam “apagadas” da nossa memória ou da nossa vida/estória. Importante mesmo é saber continuar a partir daquele momento inteira, consciente e alerta para que essas mesmas coisas não se repitam. E caso elas se repitam, que eu tenha outra postura, para sair menos lesada, ou para que lese menos os outros.

E que pra continuar inteira, é importante parar um pouco pra entender as coisas que aconteceram, que acontecem e que ainda podem acontecer, pra se “reconstruir” e ter o mínimo de força pra continuar viva – e por mais depressivo que isso possa parecer, é muito bom saber disso.

Existe aquele ditado que diz que depois de uma tempestade sempre vem um arco-íris, pois bem, é verdade. Sei disso porque já vivi mais de uma vez na tempestade. E sempre que ela rola é mais forte que anterior, porque, na verdade ou geralmente, você está mais forte…

Daqui um tempo essa fase passa. Claro, algumas duram um tempão… Mas as nossas tempestades só vão passar quando tiverem que passar. O que é um saco, porque a vida é tão curta, que qualquer tempo parado parece perdido, e nós, humanos que somos, odiamos perder tempo. Pois bem, aprendi também que tempo parado, nem sempre – quase nunca – é tempo perdido. O recesso é necessário, apesar de não ser necessariamente bom.

Levei mais de um ano pra aprender essas coisinhas… Mas vou ser sempre grata.

Fiz uma listinha no começo do ano, com alguns desejos (sim, eu sempre fui supersticiosa) e de acordo com as cores escolhidas para a virada de ano, “ganhei” tudo o que pedi. Irônico que pedi menos intensidade, turbulências e emoções fortes… E vou pedir tudo de volta… Não nasci pra calmaria…

Mas agora eu acho que sou um pouco mais equilibrada pra viver do jeito que eu costumo viver.

(Eu adoro essa vibe de viradas de ano. É bom ter um ponto pra parar e pensar na vida, e “recomeçar”, com outros focos. Não sei se é verdade, não sei quem inventou essa história… Mas tem feito sentido pra mim desde 1988… Ou desde que me entendo por gente)

 

♪ Closing time, open all the doors

And let you out into the world ♥