Não pretendo estar aqui…

 

Quando você lembrar…

Quando você voltar…

Quando você chegar.

 

Não pretendo estar aqui…

E nem testemunhar

O que te fez sorrir…

Ou quem te fez sonhar.

 

Não pretendo estar aqui…

ou mesmo ouvir falar

De como está feliz…

De quando esteve lá.

 

Não pretendo parar e esperar

Como tenho feito,

tenho deixado estar…

Mesmo que já sem efeito.

 

 

Não pretendo procurar

ou achar defeito.

Nem tentar consertar

O que não tem mais jeito.

 

Não pretendo falar

nem escrever.

Nem recordar.

Nem reviver.

 

Não pretendo…

mas entre a intenção e a ação

existe algum tempo…

Pra fazer entender a cabeça e o coração.

 

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And you…

… take me the way I am.

Nunca o vazio me inspirou tanto. Tanto, a ponto de desejar que o meu vazio emocional seja preenchido por mais do que aquilo que eu desejo… Por aquilo que eu mereço.


2010

Honestamente, gostaria de saber
onde está… Onde foi parar?
essa parte que nem se fez pertencer…
Mas que falta para me completar

E agora para onde vou olhar,
Detalhes me levam daqui
E esses sons? Palavras para me calar
Que de repente esperava ouvir

Me neguei participar
Aceitar, não é como quero ficar
O momento nunca vai parar
esperando o “resolver mudar”

E ninguém sabe, ninguém vê
Ninguem quer se fazer entender
Até mesmo meu pseudo ser
Foge daqui para se entreter

Com os livros, filmes e canções
que diziam algo sobre a felicidade
Sobre o amor e suas condições
escondendo a real dificuldade

Vou fechar os olhos e me deixar
Que o sono me ajude a não pensar
Não vou parar para perguntar
Sobre o que eles não querer falar

O cansaço continua a consumir
A fechar as portas do que me faz sentir
Do que me faz procurar, questionar
Sobre essa bagunça em mim que não faz cessar

Já fechei meus olhos, me deixei
O sono acompanha o sonho que não quero ter
E as respostas que eu mais errei
Pela grande vontade de querer saber

E seguindo sem reta,
sem tom, sem tempo, sempre assim,
Sem rima, sem métrica,
sou a partitura sem fim…


Do you feel the way I do…

Right now?

Difícil dizer, mas sinto falta de falar com você

E tudo que eu pensava que já não estava lá

Continua exatamente no mesmo lugar.

É clara a diferença, é clara a mudança

que o tempo causou.

Tempo esse que, para mim, pareceu eterno.

Tempo esse que, para mim, passou à conta gotas

Tempo esse que, mesmo me fazendo bem, me adoeceu.

Me endureceu.

É triste ver que eu parei, porque não quis cortar os laços que você nunca criou.

Mas é mais triste, e certamente egoísta, me sentir triste porque você continuou sem nunca olhar pra trás.

Você não sentiu falta, não sentiu nada por mim, e não sente nada por ninguém. Mas continuou assim. Continuou sem mim.

É triste saber q esse laço é mais medo do que amor. É triste, porque o amor empedrou. E ninguém nunca mais sentiu, ou me fez sentir.

É triste porque eu não sei de quem é a culpa, mas sei que tenho que assumir parte dela, ainda que pequena.

É triste, porque eu não quero te ver, nem te ouvir. Mas eu preciso. Não porque eu não sei o que você vai dizer. É triste porque eu sei, exatamente. Mas o final me faz ter que continuar a viver a minha própria vida também.

E, às vezes, por mais triste que possa parecer, tenho medo de como é isso.

É triste, porque é inevitável. É o dizem os astros. E é o que vai acontecer.

Consola-me apenas o fato de que para ser feliz feliz, basta estar triste.


Heaven…

Our children will always hear
the romantic tale of distant years
Our guilty age may come and go,
I crack in dreams that always glow.
Stick with me, oh, you’re my best friend
All of my life you’ll always be.

Remember, remember,
All we fight for
Remember, remember,
All we fight for.

Don’t leave me, oh,
you’re my best friend
All of my life you’ll always be.
Don’t leave me now,
you’re my best friend
All of my life you’ll always be.

Remember, remember,
All we fight for
Remember, remember,
All we fight for.

 

Passei a ultima semana pensando em como não sentir a mesma coisa – porque acreditava tanto que não sentia, que esqueci que sentimento não se esquece. E, paralelo a isso, tentei entender o porquê disso tudo. 

Eis que… Ao fim de um episódio de uma última temporada, reforçou-se o que eu já tinha concluído – e o que já haviam me dito. 

O tempo que dura, o tempo que leva, o tempo que demora são diferentes de pessoa para pessoa. 

 

 

Talvez seja tarde demais, talvez seja cedo demais… Possível que nunca seja, também… Mas não se deve deixar de viver no seu próprio tempo pela espera de ninguém. E, talvez isso não faça sentido para mais ninguém além de mim, mas faz um bom tempo que eu corro atrás do tempo para acertar os relógios que não andam no meu pulso. Um erro comum que eu não quero mais cometer. 

 

Disse hoje que só queria amor, e ainda quero. Quero amor atemporal, como o do seriado, vivido por inteiro, mesmo que acidentalmente. Amor que acontece no momento certo, e que acaba porque tem que acabar – ou que talvez não seja o caso acabar.

E se os relógios que eu quis adiantar, e que eu não pretendo mais mexer, por algum motivo, um dia chegarem ao mesmo ponto que o meu, não vou parar – de novo. Até porque, vai ser possível tictac-ar no mesmo ritmo – no mesmo tempo.

Fato, não vou esperar. Não quero mais viver com atrasos, não os entendo mais. Não os aceito mais. Não quero que ME atrasem.

Eu, que sempre quero sinais, busco respostas, e respondo quando me convém… Bem, recebi um sinal. Entendi, e vou me esforçar em não repetir mais os meus mesmos erros, dessa vez.

 

Não cabe a mim parar e esperar. O acertar de ponteiros cabe ao tempo, quando é o caso.

À mim cabe a “grande tarefa” de tentar ser feliz, porque eu quero e porque eu mereço… Agora.