Mais um desses de 31…

31 de dezembro de 2014…

E eu só queria dormir.

Dormir sem sentir obrigação de me comprometer a fazer uma lista de coisas que eu gostaria de “ter/fazer” em 2015.

Nem sequer sinto que esse ano acabou, acho que, se levar ao pé da letra, 2014 nunca existiu. Afinal, o que é o tempo, senão uma invenção do homem que acha que depois de ciclo pode apagar tudo e recomeçar?!

Sempre gostei dessa invenção, é uma boa invenção. Se dar “segundas” chances é genial, mas para 2015 prefiro apenas continuar.

Não risquei nenhum item da minha lista anterior. Não pulei de paraquedas, nem de asa delta, não me apaixonei por ninguém, não viajei sozinha, nem desconectei. Não fiquei sem beber, não me reconciliei, não fiz exercícios e nem me esforcei… Deixei de lado as doses homeopaticas de felicidade, por preguiça de buscar motivos no cotidiano. Não colori os dias de ninguém, não fiz questão de sorrir por educação e acreditei que isso era normal.

Fato que trabalhei bastante e conheci um pessoal incrível. Mas vivi só com 20%.

Tive pouco tempo livre porque me ocupei com prioridades secundárias que não eram as minhas… Foi opcional.

Fui ausente. Fui consequente e chata. Fui quem eu quis ser.

E sem ressentimentos eu fecho o ano sem essa sensação de fim.

Decidi que fosse assim, sem querer. E, assim, sem querer, vou estender 2014 por mais 365 dias.

Não foi um ano ruim, foi neutro com bom acontecimentos. E talvez seja sempre assim.

Mas não quero pensar em nada agora.

Só quero dormir.


A receita do momento certo – pt. II

Três segundos;

Duas pessoas;

Um olhar;

… E o desejo de que ‘se não foi a primeira, que não seja a última’.

Sabe? Os acasos acontecem o tempo todo.

♫ And someone else
Is gonna need it too.

Quase três anos atrás… E, se quer saber, foi a última vez.

De lá pra cá o acaso foi perdendo o crédito e a colaboração.

“Malemá” as pessoas se olham… Definitivamente não se enxergam.

Isso, quando se dão ao trabalho de levantar a cabeça pra ver se existe alguém no caminho.

Não entendo quem troca a magia do acaso pelas combinações de app.


The kids aren’t alright

Engraçado o fato de que a vida não vai, necessariamente, seguir conforme as vontades da gente.

Até porque as nossas vontades, que são só nossas, vão “contra” a vontade de muita gente.

Cada um tem os seus motivos. E eu me pergunto quem vence essa “competição” do destino?

Quem?

Eu, você, o destino… Quem?

Mais um ano que acaba fazendo toda questão de não fazer nenhum sentido – em alguns sentidos.

Vem 2015… Mas vem com um pouquinho mais de clareza.

Grata.


Feelin’ like Monday #2 (maybe)

Faça-me esse favor
Diga o que precisa dizer
O que te causa tanta dor
O que é preciso fazer

Não olhe assim
Talvez não seja tão ruim
Você não tem como saber
Enquanto tudo não acontecer

Aproveite e sinta
Deixe de evitar sua própria estrada
Acredite e viva
Permita-se mais uma rodada.

Não é difícil acreditar
No que faz bem a você
Nem deixar de lembrar
Do que prefere esquecer

Equilibrio injusto
Mas que ajuda a entender
Ainda que pareça confuso
Como se faz pra crescer…

É só mais uma fase
Que passa que te deixa forte
É só mais uma parte
Um verso da alguma estrofe

Something from nothing…


8-12-2014

Odeio essa sensaçao que o final do ano me dá.

Junta-se ao fato de não ser uma grande fã do natal aquela fase de balanço onde, faz algum tempo, tenho deixado a desejar…

O saldo não é, de todo, negativo e não me agrada mesmo assim.

Faltou amor, música e alguma cor. Faltou liberdade e ao que se prender.
Sinto que não fiz nada. Não andei pra frente e não andei pra trás. Não andei.

Mas só sinto, não acredito. Sinto porque sou louca e ingrata.

Sinto porque queria mais… Mas sem saber o quê.

É só inferno astral.
É tudo o que deve ser.

🎵 your mess is mine.


“É como o vento…”

“… que tudo toca, em tudo está, mas em nada fica.”

Reli… E repensei.
Não mudei de opinião, ou de humor.

Não senti amor.

in the end it doesn’t even matter…