Quebra-cabeça-de-desmontar

Sempre que perguntam o porquê de não falar sobre a minha vida, paro pra pensar um pouquinho na resposta.

“Não falo? Acho que falo até demais. Inclusive, escrevo… Você que não lê”…
                                                           
Não é regra, mas acontece com frequência.              

Verdade que, talvez, não tenha confidentes.
Não faço terapia.
Não tenho nenhum “porto-seguro”.
Só ligo quando o caso é grave – ou quando bebo demais, também.

Quem me conhece bem tem consciência de que para saber as minhas estórias, basta perguntar. Mas não aquela coisa de “e a vida?”. Não… Só respondo as perguntas certas.

Quem me conhece bem entende que tem coisa que eu não falo pra ninguém, porque quando sai da minha boca vira verdade subconsciente.

E quando o subconsciente acredita, o coração anseia… Mas o consciente, na maioria das vezes, não segue o mesmo ritmo. Ele freia tudo.

A razão sempre precisa de mais tempo pra identificar os riscos do “tornar real”.

Palavra falada, ou mesmo escrita, torna real.

Mas nem por isso eu deixo de contar os causos da vida.

Conto aqui.
Conto no café.
Conto no balcão do  bar.
Conto se alguém me ligar.

E fragmento minhas “confissões” porque já virou hábito… Porque mais do mesmo enche o saco e, claro, é mais fácil esquecer se quase ninguém lembrar.

# I, I feel so alive for the very first time and I think I can fly #

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Let the human in.

If I could only let go…

Em resumo, o sentimento é exatamente esse.


Sobre os ponteiros do relógio #2

(Passei duas horas procurando um texto antigo que escrevi sabe-se lá quando, e em qual plataforma. Tenho quase certeza de que ele estava completo, com tudo o que gostaria de externalizar. Triste que nem eu nem o Google achamos. Era sobre encontros e desencontros. Sobre os ponteiros do relógio. Era sobre timing, sobre a vida… Enfim…).

Sobre os ponteiros do relógio #2

Penso que minha inspiração está perdida por aí. Provavelmente a terei de novo em algum momento, espero que não muito distante do atual.

Mas, em uma rápida análise rebuscada, é assim que a vida funciona, certo? Não temos, nem vemos – tampouco sentimos – as coisas quando bem queremos. Alguns vão dizer que essa é a graça da vida, outros dirão que é desgraça.

Faço parte do primeiro grupo. Acredito no escrito certo em linhas tortas, jogo toda a responsabilidade no tempo, e nas coincidências do destino – folgada que sou.

E aí, você vai me questionar sobre o livre arbítrio. Acho que em determinado momento – que precisa ser exato, pra ser “exata” -, temos que tomar decisões, fazer renúncias e seguir em frente: voilà, habemus livre arbítrio.

Penso isso quando penso em pessoas. São tantas as que passam pela nossa vida. Algumas são passageiras, outras não. E muitas são “retornáveis”. Elas voltam.

A primeira vez que escrevi sobre os ponteiros do relógio da vida, escrevi para amigos que haviam terminado. Eles se amavam, mas estavam em momentos diferentes. Ainda estão – e acredito que não exista mais possibilidade de voltarem a tic-tac-tear juntos, confesso. Muito tempo passou, éramos todos crianças. E quando paro para pensar e “N” outras situações, vejo que não estava tão errada, só que alguns ponteiros não voltam a se encontrar.

Cada pessoa vive em seu próprio tempo e, quando outras seguem um mesmo ritmo, elas se encontram. Não sei, pode não ser assim.

Não precisa ser sobre ponteiros, pode ser sobre ciclos – soa mais bonito.

Fato é que, em alguns momentos, algumas pessoas se cruzam, se conhecem, se entendem e convivem. Eventualmente, cada uma delas também chega a determinado momento da vida que precisa escolher e renunciar – essa renúncia pode “ser” você.

Não quer dizer que tudo tenha sido em vão, ou que era melhor não ter vivido nada isso.

Não quer dizer que, em algum outro momento, você não “corra o risco” de cruzar com essa pessoa, de novo. Cabe a você, então, escolher conhecer, entender e conviver mais uma vez – se for o caso, porque muitas vezes, faz parte do caminho de ambos o reencontro, mas é só uma questão de passar.

Entendo hoje que, além dessas situações, às vezes, você pode ainda desempenhar um papel de observador. Pode ser que o momento de estar em determinada situação seja de outra pessoa. E ainda assim, a decisão de ser platéia é sua – triste é a parte em que a opção de não ser platéia se torna automaticamente uma renúncia.

A vida é complicada se analisar com calma.

São sempre pessoas, nunca coisas. Lidar com coisas é mais fácil, sempre foi.


Our there…

On the highway.

Chorar não vai resolver…
Mas ajuda bastante, devo dizer.

#vidaquesegue


Querido “nada” diário…

Hoje é um daqueles dias que preciso desabafar com você, porque você sou eu… E é importante registrar pra reler e rir depois. É bem verdade que às vezes eu releio e choro, também.

Faz tanto tempo que não me escrevo que…Bom, nem sei por onde começar. Ao mesmo tempo, acho que não sei muito bem sobre o que escrever.

Estou vivendo um momento medroso da vida.

Já se foi mais da metade de 2015 e, como todo ano, voltei a ter aquela velha sensação de “não estar indo a lugar nenhum”. Acho até que voltei alguns passos. Sempre volto.

Repeti algumas peripécias, revisitei alguns sentimentos… Não deveria, e quando é que não faço isso, certo?

Queria um pouco mais de sanidade, mas da última vez que pedi por algo assim, consegui e não gostei.

Pois é…

A vida tem se mostrado mais dura a cada segundo que passa e, olha, tenho me esforçado bastante, mas nem sempre dou conta.

Sabe toda aquela história de “não sofrer por antecedência” que eu costumo falar por aí? Decepcionante admitir que não consigo aplicar a minha própria vida.

Pelo menos é o que dizem, com alguma razão – até porque eu sou responsável por grande parte desse “sofrimento”. Enfim…

Eu preciso melhorar, e bastante.

Ainda bem que ainda estamos na segunda.

Sempre pode melhorar.

♪ She just wanna be free. Just let her be…