Hoje eu acordei com vontade de te ver…

Já faz tanto tempo, que até assusta.
Me assusta não saber nada de você
e não ter com quem falar de mim. 

 

Esses dias perguntaram sobre o processo de composição de músicas. Algo que sempre me encantou, já que em uma música há muito investimento de tempo, memórias e sentimento – as minhas sempre tiveram. 

Expliquei o processo como quem sabe como é, apesar de não saber muito bem, porque é natural. Tão natural que não acontece há tempos.

Tão natural que precisa ter motivo, assim como tempo, histórias e sentimento, para acontecer.

Tão natural que, ultimamente, tenho me forçado a procurar motivo para ter o que escrever, tenho até inventado motivos. Mas sei bem que quando não há nada, não há nada.

E sobre o nada é muito mais complicado escrever.

E aí, em alguns momentos a gente se pega resgatando o passado, mas o passado traz de volta muita coisa que, vez ou outra, é melhor deixar lá atrás mesmo. É bem verdade que, quando a gente rebusca, a gente sente saudade.

Eu sinto, não nego, mas não vale a música.

 

Ah, querido “eventual”.
Eventual, porque não é diário.
Se voltasse a ser diário não seria legal.
Ainda não é, de fato.

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