24/11… 0h05

Something always brings me back to… you.

Ah, querido diário – mensal, talvez?

Depois de um longo e preguiçoso feriado, que não pensei ou fiz coisa qualquer que mudasse a minha vida, chego à conclusão de que estou empurrando com a barriga o meu balanço anual.

Diria até que estou colocando tudo nas costas do inferno astral e deixando as coisas seguirem na direção que o vento sopra. Mas não é bem assim que a banda toca.

Mudanças, ah… Tantas mudanças. Mudanças que soam como tédio de mim mesma, uma “metamorfose ambulante”, sei bem.

Lembro que nessa mesma época, no ano passado, estava eu pesando os ganhos – que são pesados com minha evolução, com alguma coisa que eu tenha aprendido e aplicado.

Pois bem, esses dias minha mãe comentava sobre sua ida anual à Aparecida para pagar promessas – bom sinal, afinal, isso significa que ela conseguiu alguma coisa boa -, e eu, que até então não havia me atentado a todos esses meses que passaram, no comentário dela de “esse ano não foi fácil”… Repensei.

De fato, 2015 não foi fácil. Não foi leve, não foi tranquilo… Mas as tempestades passaram, como sempre passam, e logo fiz questão de virar páginas.

De fato, esse ano entendi que é importante “sair”. Mas sair, não significa se afastar. Não, nada disso.

De fato, nesse ano, vivi um dos momentos mais amargos de toda a minha jovem vida, e bem notei que nesses momentos não há ninguém que possa segurar sua mão – ainda mais a minha, que não se deixa segurar.

De fato, mas esse fato já me era familiar, muito nessa vida é inevitável. Mas a gente precisa engolir o choro, porque muita gente depende desse choro engolido para que possa chorar. Os mais fortes – sim, eu me considero muito forte- têm que segurar a barra…  “Grandes poderes, grandes responsabilidades”…

De fato, um ano de muitos fatos, com alguma cicatriz.

Na lista de 2015 tinham duas coisas. Asas e coragem para se prender.

E aí, quando eu paro para analisar desejos e metas para o ano que passou, enxergo um pequeno paradoxo. De fato, não podemos ter tudo.

Asas. Esse ano deu asas.

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Sobre os que não curtirão…

É importante expor opinião.
E tão importante quanto, é ignorar.

O país é livre. Todos têm direito de ir e vir, assim como dizer…

Enxergo em minhas timelines uma verdadeira ânsia pelo quê outras pessoas têm a dizer – leia “não curtir” – sobre elas.

Pergunto-me o motivo, mas é bem simples e idiota. É importante o incentivo negativo, para o bem e para o mal.

Apesar da minha sinceridade cítrica – leia “ácida” -, sempre fui do time do “se não tem nada de bom a dizer, não diga nada”.

No geral, ninguém precisa de um polegar pra baixo. No geral, dar importância para  quem não nos gosta tem a dizer é idiotice. Mas querem ver a “treta”, “o circo pegar fogo”…

Na real, era pra ser piada, mas vai ser mais um motivo para discussões sem fundamento por motivos banais… Não vai ser muito diferente do que já acontece, de fato.

Eu? Como sempre vou acenar e fingir demência.


Hoje eu acordei com vontade de te ver…

Já faz tanto tempo, que até assusta.
Me assusta não saber nada de você
e não ter com quem falar de mim. 

 

Esses dias perguntaram sobre o processo de composição de músicas. Algo que sempre me encantou, já que em uma música há muito investimento de tempo, memórias e sentimento – as minhas sempre tiveram. 

Expliquei o processo como quem sabe como é, apesar de não saber muito bem, porque é natural. Tão natural que não acontece há tempos.

Tão natural que precisa ter motivo, assim como tempo, histórias e sentimento, para acontecer.

Tão natural que, ultimamente, tenho me forçado a procurar motivo para ter o que escrever, tenho até inventado motivos. Mas sei bem que quando não há nada, não há nada.

E sobre o nada é muito mais complicado escrever.

E aí, em alguns momentos a gente se pega resgatando o passado, mas o passado traz de volta muita coisa que, vez ou outra, é melhor deixar lá atrás mesmo. É bem verdade que, quando a gente rebusca, a gente sente saudade.

Eu sinto, não nego, mas não vale a música.

 

Ah, querido “eventual”.
Eventual, porque não é diário.
Se voltasse a ser diário não seria legal.
Ainda não é, de fato.


Let me the firt, baby, to say…

I’m sorry


Is Mercury in retrograde

Or is that the excuse that I’ve always made

‘Cause I wanna blame someone else

But I can only blame myself

I always do. 

Mas, sabe…

Às vezes – e não têm sido poucas -, pedir que te desculpem é necessário, pra não dizer “o mínimo”.

Isso não vai mudar o fato de que você errou, muito menos significa que você nunca mais vai errar de novo.

Somos todos humanos.

Erramos.

Cabe a cada um se dar ao trabalho de aprender e evitar novos erros. E tenho pra mim que repetir um erro bobo é pior do que cometer um novo. O erro, seja ele bobo ou não, vai ficando mais grave a medida que se repete. E os pedidos de desculpa vão perdendo cada vez mais a “validade”.

Sei bem.

I look in the mirror and it tells me truth, yeah

Why all these lessons always learned the hard way

Is it too late to change?


Sobre os ponteiros do relógio #2

(Passei duas horas procurando um texto antigo que escrevi sabe-se lá quando, e em qual plataforma. Tenho quase certeza de que ele estava completo, com tudo o que gostaria de externalizar. Triste que nem eu nem o Google achamos. Era sobre encontros e desencontros. Sobre os ponteiros do relógio. Era sobre timing, sobre a vida… Enfim…).

Sobre os ponteiros do relógio #2

Penso que minha inspiração está perdida por aí. Provavelmente a terei de novo em algum momento, espero que não muito distante do atual.

Mas, em uma rápida análise rebuscada, é assim que a vida funciona, certo? Não temos, nem vemos – tampouco sentimos – as coisas quando bem queremos. Alguns vão dizer que essa é a graça da vida, outros dirão que é desgraça.

Faço parte do primeiro grupo. Acredito no escrito certo em linhas tortas, jogo toda a responsabilidade no tempo, e nas coincidências do destino – folgada que sou.

E aí, você vai me questionar sobre o livre arbítrio. Acho que em determinado momento – que precisa ser exato, pra ser “exata” -, temos que tomar decisões, fazer renúncias e seguir em frente: voilà, habemus livre arbítrio.

Penso isso quando penso em pessoas. São tantas as que passam pela nossa vida. Algumas são passageiras, outras não. E muitas são “retornáveis”. Elas voltam.

A primeira vez que escrevi sobre os ponteiros do relógio da vida, escrevi para amigos que haviam terminado. Eles se amavam, mas estavam em momentos diferentes. Ainda estão – e acredito que não exista mais possibilidade de voltarem a tic-tac-tear juntos, confesso. Muito tempo passou, éramos todos crianças. E quando paro para pensar e “N” outras situações, vejo que não estava tão errada, só que alguns ponteiros não voltam a se encontrar.

Cada pessoa vive em seu próprio tempo e, quando outras seguem um mesmo ritmo, elas se encontram. Não sei, pode não ser assim.

Não precisa ser sobre ponteiros, pode ser sobre ciclos – soa mais bonito.

Fato é que, em alguns momentos, algumas pessoas se cruzam, se conhecem, se entendem e convivem. Eventualmente, cada uma delas também chega a determinado momento da vida que precisa escolher e renunciar – essa renúncia pode “ser” você.

Não quer dizer que tudo tenha sido em vão, ou que era melhor não ter vivido nada isso.

Não quer dizer que, em algum outro momento, você não “corra o risco” de cruzar com essa pessoa, de novo. Cabe a você, então, escolher conhecer, entender e conviver mais uma vez – se for o caso, porque muitas vezes, faz parte do caminho de ambos o reencontro, mas é só uma questão de passar.

Entendo hoje que, além dessas situações, às vezes, você pode ainda desempenhar um papel de observador. Pode ser que o momento de estar em determinada situação seja de outra pessoa. E ainda assim, a decisão de ser platéia é sua – triste é a parte em que a opção de não ser platéia se torna automaticamente uma renúncia.

A vida é complicada se analisar com calma.

São sempre pessoas, nunca coisas. Lidar com coisas é mais fácil, sempre foi.


Our there…

On the highway.

Chorar não vai resolver…
Mas ajuda bastante, devo dizer.

#vidaquesegue


Sobre o amor (#v2015)

O amor romântico mesmo…

Tava pensando aqui, vendo esse monte de evento para “desnamorados” nas timelines da vida… Ouvindo um ou outro comentário… lendo um ou outro blog de menininha…

Qual o problema do dia ser dos namorados?

Ok, é uma data capitalista como todas as outras, mas… Ué, e daí?!

O pessoal se dói de graça por não “ter um” amor – nesse momento da vida – a ponto de se achar no direito de boicotar o romance alheio, é? Acho feio.

No final das contas, todos os adeptos a frase “o dia é dos namorados, mas a noite/diversão é dos solteiros” só estão procurando um pretexto pra conhecer outro solteiro, ou não é?

E mesmo que não seja… Por que ser tão pessimista sobre o romance alheio? Pra qué?

Eu sei. Já tive opinião contrária a essa de agora.

Já desacreditei no amor, tanto quanto quis “ter um” também – e isso quase ninguém sabe… É, até eu.

Hoje “meio que” admiro as pessoas que conseguem “amar” romanticamente. É bonito e, em épocas de Tinder, não é tão fácil… Ao contrário do que dizem por aí.

(8) they say love… Love is blind.