#pensamentosolto #jáperdiaconta

Sobre a diferença entre estar e ser sozinho…

Hoje, a diferença entre eu, que estou sozinha, e os que estão acompanhados se sentido sozinhos não existe. Me sinto só e, de fato, estou. E quem não está também se sente só…

Não que resolva, mas, em um momento de egoísmo (meu), conforta um pouco.

Eu bem sei que a sensação passa e a companhia sempre chega.
Espero.

(8) you live. You learn.

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Hoje eu acordei com vontade de te ver…

Já faz tanto tempo, que até assusta.
Me assusta não saber nada de você
e não ter com quem falar de mim. 

 

Esses dias perguntaram sobre o processo de composição de músicas. Algo que sempre me encantou, já que em uma música há muito investimento de tempo, memórias e sentimento – as minhas sempre tiveram. 

Expliquei o processo como quem sabe como é, apesar de não saber muito bem, porque é natural. Tão natural que não acontece há tempos.

Tão natural que precisa ter motivo, assim como tempo, histórias e sentimento, para acontecer.

Tão natural que, ultimamente, tenho me forçado a procurar motivo para ter o que escrever, tenho até inventado motivos. Mas sei bem que quando não há nada, não há nada.

E sobre o nada é muito mais complicado escrever.

E aí, em alguns momentos a gente se pega resgatando o passado, mas o passado traz de volta muita coisa que, vez ou outra, é melhor deixar lá atrás mesmo. É bem verdade que, quando a gente rebusca, a gente sente saudade.

Eu sinto, não nego, mas não vale a música.

 

Ah, querido “eventual”.
Eventual, porque não é diário.
Se voltasse a ser diário não seria legal.
Ainda não é, de fato.


Nothing to do.

Nothing to lose

Tem dia que você só quer desligar.
#off

What day is it
And in what month?
This clock never seemed so alive


Let me the firt, baby, to say…

I’m sorry


Is Mercury in retrograde

Or is that the excuse that I’ve always made

‘Cause I wanna blame someone else

But I can only blame myself

I always do. 

Mas, sabe…

Às vezes – e não têm sido poucas -, pedir que te desculpem é necessário, pra não dizer “o mínimo”.

Isso não vai mudar o fato de que você errou, muito menos significa que você nunca mais vai errar de novo.

Somos todos humanos.

Erramos.

Cabe a cada um se dar ao trabalho de aprender e evitar novos erros. E tenho pra mim que repetir um erro bobo é pior do que cometer um novo. O erro, seja ele bobo ou não, vai ficando mais grave a medida que se repete. E os pedidos de desculpa vão perdendo cada vez mais a “validade”.

Sei bem.

I look in the mirror and it tells me truth, yeah

Why all these lessons always learned the hard way

Is it too late to change?


Quebra-cabeça-de-desmontar

Sempre que perguntam o porquê de não falar sobre a minha vida, paro pra pensar um pouquinho na resposta.

“Não falo? Acho que falo até demais. Inclusive, escrevo… Você que não lê”…
                                                           
Não é regra, mas acontece com frequência.              

Verdade que, talvez, não tenha confidentes.
Não faço terapia.
Não tenho nenhum “porto-seguro”.
Só ligo quando o caso é grave – ou quando bebo demais, também.

Quem me conhece bem tem consciência de que para saber as minhas estórias, basta perguntar. Mas não aquela coisa de “e a vida?”. Não… Só respondo as perguntas certas.

Quem me conhece bem entende que tem coisa que eu não falo pra ninguém, porque quando sai da minha boca vira verdade subconsciente.

E quando o subconsciente acredita, o coração anseia… Mas o consciente, na maioria das vezes, não segue o mesmo ritmo. Ele freia tudo.

A razão sempre precisa de mais tempo pra identificar os riscos do “tornar real”.

Palavra falada, ou mesmo escrita, torna real.

Mas nem por isso eu deixo de contar os causos da vida.

Conto aqui.
Conto no café.
Conto no balcão do  bar.
Conto se alguém me ligar.

E fragmento minhas “confissões” porque já virou hábito… Porque mais do mesmo enche o saco e, claro, é mais fácil esquecer se quase ninguém lembrar.

# I, I feel so alive for the very first time and I think I can fly #


Let the human in.

If I could only let go…

Em resumo, o sentimento é exatamente esse.


Sobre os ponteiros do relógio #2

(Passei duas horas procurando um texto antigo que escrevi sabe-se lá quando, e em qual plataforma. Tenho quase certeza de que ele estava completo, com tudo o que gostaria de externalizar. Triste que nem eu nem o Google achamos. Era sobre encontros e desencontros. Sobre os ponteiros do relógio. Era sobre timing, sobre a vida… Enfim…).

Sobre os ponteiros do relógio #2

Penso que minha inspiração está perdida por aí. Provavelmente a terei de novo em algum momento, espero que não muito distante do atual.

Mas, em uma rápida análise rebuscada, é assim que a vida funciona, certo? Não temos, nem vemos – tampouco sentimos – as coisas quando bem queremos. Alguns vão dizer que essa é a graça da vida, outros dirão que é desgraça.

Faço parte do primeiro grupo. Acredito no escrito certo em linhas tortas, jogo toda a responsabilidade no tempo, e nas coincidências do destino – folgada que sou.

E aí, você vai me questionar sobre o livre arbítrio. Acho que em determinado momento – que precisa ser exato, pra ser “exata” -, temos que tomar decisões, fazer renúncias e seguir em frente: voilà, habemus livre arbítrio.

Penso isso quando penso em pessoas. São tantas as que passam pela nossa vida. Algumas são passageiras, outras não. E muitas são “retornáveis”. Elas voltam.

A primeira vez que escrevi sobre os ponteiros do relógio da vida, escrevi para amigos que haviam terminado. Eles se amavam, mas estavam em momentos diferentes. Ainda estão – e acredito que não exista mais possibilidade de voltarem a tic-tac-tear juntos, confesso. Muito tempo passou, éramos todos crianças. E quando paro para pensar e “N” outras situações, vejo que não estava tão errada, só que alguns ponteiros não voltam a se encontrar.

Cada pessoa vive em seu próprio tempo e, quando outras seguem um mesmo ritmo, elas se encontram. Não sei, pode não ser assim.

Não precisa ser sobre ponteiros, pode ser sobre ciclos – soa mais bonito.

Fato é que, em alguns momentos, algumas pessoas se cruzam, se conhecem, se entendem e convivem. Eventualmente, cada uma delas também chega a determinado momento da vida que precisa escolher e renunciar – essa renúncia pode “ser” você.

Não quer dizer que tudo tenha sido em vão, ou que era melhor não ter vivido nada isso.

Não quer dizer que, em algum outro momento, você não “corra o risco” de cruzar com essa pessoa, de novo. Cabe a você, então, escolher conhecer, entender e conviver mais uma vez – se for o caso, porque muitas vezes, faz parte do caminho de ambos o reencontro, mas é só uma questão de passar.

Entendo hoje que, além dessas situações, às vezes, você pode ainda desempenhar um papel de observador. Pode ser que o momento de estar em determinada situação seja de outra pessoa. E ainda assim, a decisão de ser platéia é sua – triste é a parte em que a opção de não ser platéia se torna automaticamente uma renúncia.

A vida é complicada se analisar com calma.

São sempre pessoas, nunca coisas. Lidar com coisas é mais fácil, sempre foi.